terça-feira, 20 de setembro de 2011


Melhor Só

Procissão sem santo
Deserto que me criei
Preciso do perigo
Pelo mal que me causei
 Amor do mais ingrato
Figura sem retrato                             
Pois assim me abandonei

Usina nuclear
A ponto de explodir
Amor do fim do mundo
Que preciso eu sair
Neste dia vitorioso
Quero um ultimo gozo
Para mais tarde poder rir

Rir não da tua cara
Mais da boa lembrança
Pois na mala que carrego
Só me resta a esperança
Tudo isso me marcou
Mas que bom que já passou
Este tempo de lambança

Só te deixo o meu adeus
Da tua casa bato o pó
Para o amor que tu não tinhas
Na garganta levo um nó
Deixo sem pestanejar
Um amor para me agourar
Prefiro andar é só. 

Hudson Carneiro.

3 comentários:

Francisco Coimbra disse...

Parece Rap! Abç

Mery disse...

Eu achei tão real e com tanta amargura contida...
"Só te deixo o meu adeus...prefiro andar é só"*
Um poema muito bonito, e mexeu comigo, com o meu momento atual.
bjusssss
Mery***

A Literatura e Hudson disse...

É uma septilha, quem gostava muito era o poeta do absurdo, O grande "Zé Limeira".