Melhor Só
Procissão
sem santo
Deserto
que me criei
Preciso
do perigo
Pelo mal
que me causei
Amor do mais ingrato
Figura
sem retrato
Pois
assim me abandonei
Usina
nuclear
A
ponto de explodir
Amor
do fim do mundo
Que
preciso eu sair
Neste
dia vitorioso
Quero
um ultimo gozo
Para
mais tarde poder rir
Rir
não da tua cara
Mais
da boa lembrança
Pois
na mala que carrego
Só
me resta a esperança
Tudo
isso me marcou
Mas
que bom que já passou
Este
tempo de lambança
Só
te deixo o meu adeus
Da
tua casa bato o pó
Para
o amor que tu não tinhas
Na
garganta levo um nó
Deixo
sem pestanejar
Um
amor para me agourar
Prefiro
andar é só.
Hudson Carneiro.

3 comentários:
Parece Rap! Abç
Eu achei tão real e com tanta amargura contida...
"Só te deixo o meu adeus...prefiro andar é só"*
Um poema muito bonito, e mexeu comigo, com o meu momento atual.
bjusssss
Mery***
É uma septilha, quem gostava muito era o poeta do absurdo, O grande "Zé Limeira".
Postar um comentário