AMOR apogeu da loucura flâmula de sentimentos aguardada em cada um, maldição imortal que nos rogamos oráculo da palavra incerta, mitologia certeira a ser escrita vivamente. É a peste que te pega pelo pé e roi o coração. Pronome indefinido vocábulo de uma só palavra, cangaço, amasso, desfaço. AMOR.
Grito calado, cavalo alado, carreira sem destino, frio no intestino, chegada sem vitória, pois muitas vezes quando ele chega não ganhamos. Mau a descobrir, mau a destruir, mau bem. Olhar do AMOR só se escuta vendo, só se sente querendo é só tem quem tem dor. Dicionário, armário de mágico, sache de trinta ervas, patuá, pau de marmeleiro fino comprido e com muito cheiro. Cheiro de atração. Distração do mais forte e atração do mais fraco.
AMOR bom, amigo, banido, bólido é comido. Sacrifício, cartório, igreja, hospício, seu apocalipse de encanto, pranto e riso. Sofrendo ou dando gargalhada o AMOR é bom e nos satisfaz mesmo que seja insano. AMAR é bom e é preciso, mas para isso tem que ter preparação, pois o AMOR não cuidado ele é como o vento.
Hudson Carneiro

Nenhum comentário:
Postar um comentário